quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

As 4 chaves para entender o pensamento de Maquiavel


Maquiavel nasceu no dia 3 de Maio de 1469, em Florença na Itália. Ele foi um dos principais intelectuais da época e o seu pensamento político tem sido influência e referência em todo o mundo.

               
Principais obras:
A Arte da Guerra.
O Príncipe.
Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio

Período histórico                                                       
            Maquiavel viveu no período renascentista, época da qual a influência greco-romana tomava conta não só da arte, mas também na forma em que os pensadores viam as questões políticas e filosóficas, buscavam a aproximação com a realidade, principalmente por meio da razão[2].

A Itália dividida
A Itália era dividida por diversos pequenos Estados, que posteriormente deram origem aos cincos grandes Estados, os quais eram:


Chaves do pensamento
                A obra “O Príncipe” foi sem dúvida, responsável por uma nova perspectiva do entendimento político da atualidade. Para entendermos o pensamento de Maquiavel precisamos entender alguns termos que ele utilizava: Verittà effettuale – A Verdade efetiva, Natureza Humana, A Republica, Virtù e Fortuna.

Verittà effettuale – A Verdade efetiva
            A verdade efetiva é uma regra metodológica que contrapõe o modelo idealista[3] encontrados principalmente nas obras de Platão, Aristóteles e São Tomas de Aquino. Maquiavel se prendia em tratar as questões sobre o Estado e a política, levando em consideração problemas reais, ou seja, se apega à realidade concreta das coisas, e não tentava construir um Estado ideal como na obra “A Republica” (Platão).

Natureza Humana
            Maquiavel afirmava que basta estudar a história, para perceber traços imutáveis na natureza humana, que é maléfica na essência, e impossível, segundo o autor, domesticá-la devido uma ocorrência cíclica de ordem e desordem que podemos encontrar nos acontecimentos históricos da humanidade.
            O autor define no capitulo XVII de “O príncipe” cinco características comuns e imutáveis nos homens, as quais são: “Ingratos, volúveis, simuladores, covardes ante os perigos e ávidos de lucro”.

Republica e Principado
            Levando em consideração a imutável natureza má do homem, Maquiavel se dedicava em compreender duas forças em conflito na sociedade: uma não quer ser dominada ou oprimida, e a outra busca dominar e oprimir [4]. Estas forças precisam de uma mediação que forneça um equilíbrio entre elas, para evitar que se instale uma anarquia[5] decorrente da própria natureza humana. A mediação pode ser representada de duas formas: o Principado ou a Republica.
            Quanto à escolha de qual modo de governo, Maquiavel afirmava que não é uma questão de escolha, mas de necessidade. O principado é tipo de governo forte, que se faz necessário diante de uma nação ameaçada de deterioração, com a finalidade transitória de colocar os termos do Estado e o equilíbrio das forças sociais, uma vez acontecendo isso a nação esta preparada para implantação de uma Republica.

Fortuna e Virtù
                A fortuna é o nome de uma deusa romana da qual os homens para conquista-la e usufruir de seus benefícios deveriam possuir virilidade e coragem, já virtù, não é somente a força bruta, mas o conjunto de força e sabedoria. Para ele o governante pode chegar ao poder pela força, mas para manter-se no poder é necessário ter virtù.
            Em resumo Maquiavel explicava que a fortuna diz respeito às circunstancias do tempo, da sorte e a ordem das coisas, atua de forma aleatória, enquanto a virtù é a capacidade que se deve ter de agir diante das adversidades de fortuna.


[1] Imagem retirada da pintura do artista Santi di Tito (1536 - 1606). 
[2]A razão, segundo o filosofo René DESCARTES, é a capacidade de julgar e distinguir o verdadeiro do falso.
[3] Refere-se a teoria das ideias de Platão, qualidade do que é ideal, aquilo que se constrói no imaginário
[4] WEFORT, Francisco. Os Clássicos da Política. São Paulo: Ática, 2004
[5] Obs: Termo utilizado no sentido restrito de ausência de governo.

Referencias e Leituras indicadas
MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe (Trad. Roberto Grassi). Rio de Janeiro: Ed. DIFFEL,2002.
WEFFORT, Francisco C; Os Clássicos da Política, vol. 1, Ed. Atica, SP, 2004.
Veja o nosso Vídeo sobre Maquiavel no canal:



segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Nicolau Maquiavel - O PRINCIPE




Nicolau Maquiavel, conhecido apenas por Maquiavel, nasceu em 3 de maio de 1469 e morreu em 21 de junho de 1527.
                Este italiano (nasceu na cidade de Florença), foi um importante historiador, diplomata, filósofo, estadista e político italiano da época do Renascimento. Nasceu na cidade italiana de Florença em 3 de maio de 1469 e morreu, na mesma cidade, em 21 de junho de 1527.
                Foi um dos principais intelectuais da época e o seu pensamento político tem sido influência e referência em todo o mundo.
Principais obras
  •          A Arte da Guerra


                                                  
                                                   

  •              O príncipe

                                                     









  •          Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio



  • Período histórico


                   Maquiavel viveu no período renascentista, época da qual a influência do pensamento greco-romano tomava conta não só da arte, mas também da forma em que os pensadores viam as questões políticas e filosóficas, buscavam a aproximação com a realidade, principalmente por meio da razão.

    As chaves do pensamento
                  
                   A obra “O Príncipe” , foi sem duvida, responsável por uma nova perspectiva do pensamento politico da atualidade. Para entendermos o pensamento de Maquiavel, precisamos entender 4 termos:

    Verittà effettuale – A Verdade Efetiva – Regra metodológica que contrapõe o modelo idealista, encontrados principalmente na obra de Platão, Aristóteles e São Tomas de Aquino. Maquiavel se prendia em tratar as questões sobre o Estado e a politica levando em consideração problemas reais, ou seja, se apega à realidade concreta das coisas, e não tentava construir um Estado ideal como obra “A Republica” de Platão.

    Natureza Humana – Maquiavel afirma que basta estudar  a historia, para perceber traços imutáveis na natureza humana, que é maléfica na essência e impossível domesticá-la devido a uma ocorrência cíclica de ordem e desordem que podemos encontrar nos acontecimentos históricos da humanidade.
                   O autor define no capitulo XVII de “O príncipe” cinco características comuns e imutáveis aos homens, as quais são: “Ingratos, volúveis, simuladores, covardes ante a perigos e ávidos de lucro.

    A República e o Principado – Levando em consideração a imutável natureza má do homem, Maquiavel se dedicava em compreender duas forças em conflito na sociedade: uma não quer ser dominada e oprimida, e outra, busca dominar e oprimir. Estas forças precisam de uma mediação que forneça um equilíbrio entre elas, para evitar que se instale uma anarquia decorrente da própria natureza humana. A mediação pode ser representada em duas formas: O Principado e a República.
                   Quanto a escolha de qual modo de governo, Maquiavel afirmava que não é uma questão de escolha, mas de necessidade. O principado é um tipo de governo forte, que se faz necessário diante de uma nação ameaçada de deterioração, com a finalidade transitória de colocar os termos do Estado e o equilíbrio das forças sociais, uma vez acontecendo isso, a nação está preparada para a implantação da República.

    Fortuna e VirtùFortuna é o nome de uma deusa romana da qual os homens para conquista-la e usufruir dos seus benefícios deveriam possuir virilidade e coragem, em outras palavras virtù não é somente força bruta, mas de um conjunto de força e sabedoria. Para ele o governante pode chegar ao poder pela força, mas para manter-se no poder é necessário ter virtù.
                   Em resumo, Maquiavel explicava que a fortuna diz respeito às circunstâncias do tempo, da sorte e a ordem das coisas, atua de forma aleatória, enquanto a virtù e a capacidade que se deve ter de agir diante das adversidades de fortuna.




    "MARX" - O Pensamento de Karl Marx




    Karl Heinrich Marx, conhecido apenas como Karl Marx, nasceu em maio do ano de 1818 e morreu em março de 1883. Foi um importante revolucionário e intelectual alemão, fundador da doutrina comunista moderna. Além disso, ele ainda atuou como filósofo, economista, historiador, jornalista e teórico político.
                   
                    Escreveu diversas obras, entre as mais conhecidas estão:

    Manifesto Comunista

      

                        

    O Capital



    Suas obras são influenciadas principalmente por dois filósofos:

    Hegel

    O processo de evolução do pensamento se dá através do diálogo e da contraposição de ideias (a dialética).
    Para Hegel, existe uma luta de ideais, que se dá quando uma ideia é tida como verdadeira (TESE), e é combatida com uma outra ideia contrária (ANTÍTESE), e a fusão dessas ideias da origem a uma terceira fase, (SÍNTESE)

    Feuerbach

                    Filósofo materialista, teoria segundo a qual nada existe além da matéria e das forças da natureza.
                    Para os materialistas, o que tem valor é a ciência e não a religião, pois esta se apresenta ao homem como uma espécie de fuga, que não querendo ou não podendo resolver seus problemas, espiritualiza-os.

    Luta de classes

                    Marx observa que no decorrer de toda a história da humanidade, ocorre uma luta constante de duas classes antagônicas (luta de classes). E nas relações do trabalho na sociedade moderna, estas classes estão presentes como detentores dos meios de produção e não detentores dos meios de produção (patrões e trabalhadores).

    Materialismo histórico

                    É a noção de que todos os acontecimentos da história se dão devido a fatores socioeconômico, ligados na maioria das vezes pela luta de classes.
                    Em outras palavras, só poderemos entender os fatores históricos e sociais se antes entendermos as relações dos meios de produção de uma determinada época, ou seja, fatos sociais como religião, mídia, entretenimento, ideologias, estão relacionados aos fatores econômicos que se subdividem em:
    ·         Infraestrutura – Tudo aquilo que fornece as condições de trabalho e relações de produção.
    ·         Superestrutura – Tudo aquilo que não fornece meios de produção: cultura, instituições, religiões, ideologias e políticas.
                    É importante saber que a infraestrutura possui na maioria dos casos predominância sobre superestrutura.

    quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

    O que é industria Cultural


    O termo “indústria cultural” foi empregado pela primeira vez em 1947, pelos filósofos Adorno e Horkheimer na obra “Dialética do Esclarecimento”.
                    Adorno e Horkheimer foram os primeiros e principais críticos do modelo de arte consumida atualmente (indústria musical e cinematográfica).
                    A indústria cultural é uma produção artística e utiliza a mesma lógica da produção industrial.
    Lógica da produção industrial usada na cultura
    ·         Produção em larga escala – No início do século XX, esse modelo de produção fordista, passou a ser utilizado não apenas nas fábricas, mas também na indústria cultural.
    ·         Desfragmentação do processo de criação – cada indivíduo é responsável por uma parte do processo de produção.
    ·         Lucro como finalidade – tenho lucro como finalidade (tira-se o foco da arte e focalizando no lucro)
    ·         Padronização dos produtos – mais fácil de ser digerida e aceita socialmente.

                   Adorno diz que a arte deve ser distinta do social, ela não segue uma tendência (ela pode produzir uma tendência mais não seguir). Ela passa a copiar aquilo que está dando certo, gerando uma tendência artística.
                   Para Adorno e Horkheimer a indústria cultural não pode ser considerada arte:

    ·         A arte é distinta do sistema social, e uma vez sendo produzida em escala industrial, ela perde esta distinção, tornado a portadora de uma ideologia dominante que determina o próprio consumo.
    ·         Impede a mobilidade crítica dos indivíduos (em comparação a arte renascentista)


    Diferença de Cultura de massa e Industria Cultural

    Adorno usa o termo indústria cultural para substituir o termo cultura de massa, pois o termo cultura de massa entende ser algo espontâneo da sociedade, mas na verdade é uma imposição cultural industrial, ditada pelos detentores dos veículos de comunicação.


    Fordista: Henry Ford – um dos homens mais influentes na administração moderna. Criou o método de produção em massa nas fábricas.
    Arte renascentista - O movimento artístico que chamamos “Renascimento” nasceu na Itália, em Florença, nas primeiras décadas do século XV. ... Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica.

    quarta-feira, 1 de junho de 2016

    Descartes



    O Método Cartesiano


                    René Descartes (1596 – 1650) foi considerado o pai da filosofia moderna por considerar as pessoas como seres racionais. Dedicou sua vida a construir conjunto de regras a prova de erros, para isso criou um método dividido em quatro etapas:

    Evidencia
                    O homem é carregado por conceitos de três naturezas: Sentimentos, fenômenos naturais e pensamentos.  Todas estas informações devem ser passadas pelo funil da duvida e somente as ideias indubitáveis (que mostram evidencia própria), poderão ser consideradas, já aquelas que possuem aparência, mas estão sujeitas a duvidas são descartas.

    Divisão
    Cabe selecionar as ideias indubitáveis e dividi-las em quantas partes foram necessárias, analisando cada uma separadamente.

    Ordem
    Ordenar as ideias partindo dos temas mais simples até os mais complexos.

    Enumeração
    Enumerar a lista de temas e revisa-los minunciosamente.




                     O Argumento do sonho
             Descartes coloca em prova o conceito usual de realidade, utilizando o sonho como argumento. Na maioria das vezes enquanto sonhamos só sabemos que realmente era um sonho quando acordamos. Então o que garante que não estamos sonhando? E se os nossos sentidos estão nos enganando?
                    O Argumento do sonho serve pra conduzir o pensamento a duvidar de nossos sentidos e aquilo que temos por realidade.

    Penso Logo existo
                    Ao aplicar seu método, ele percebe que todas as teorias científicas acabavam por ser refutadas e substituídas por outras. Descartes passou a duvidar de tudo que o rodeava inclusive de sua própria existência.
                    Descartes percebeu que ao duvidar de todas as coisas ele fazia algo que era indubitável, pensar. Ele chega à conclusão que ao duvidar ele pensava e era impossível duvidar do próprio pensamento, pelo fato de ser este o próprio exercício da duvida.  E assim conclui a sua primeira verdade, que é a sua existência como ser pensante, “Penso logo existo”.

    Os três tipos de ideias

                    Descartes nega a existência de qualquer coisa que esteja fora do pensamento, pois para ele só podemos pensar em coisas que remetem a realidade e para sustentar isto ele divide o pensamento em três tipos de ideias:
    ·         Inatas: São ideias próprias dos indivíduos, das quais não precisamos da experiência dos sentidos. Estas ideias para Descartes são sempre verdadeiras e não possuem relações de experiências externas.
    ·         Adventícias: São formadas por fatores externos aos indivíduos, relacionado com suas experiências ao longo da vida. Para Descartes essas ideias são no geral falsas e enganosas. Não possuem uma relação direta ao pensamento do individuo, são mediatas, ou seja, possuem relação direta aos sentidos*
    ·         Imaginativas: As ideias imaginativas, ao contrário do que se pensa, não são totalmente criadas pelo pensamento, e sim formadas por partes daquilo que é real. Um cavalo alado, um fantasma, duende, fada ou qualquer outra criatura imaginária só podem ser construídas no pensamento com partes daquilo que é real.

            A existência de Deus

                    Para Descartes só podemos imaginar coisas que nos remetem ao real. Por isso provar a existência de Deus é a única forma de garantir a existência fora do pensamento. O primeiro fator que garante a existência de Deus são as ideias inatas, que por principio nos dão a ideia do infinito e da perfeição, ou seja, se conseguimos pensar em algo infinito e perfeito este de alguma forma existe.

    terça-feira, 10 de maio de 2016

    O que é Liberalismo?




    O que é liberalismo?

                    É a doutrina que serviu como base nas revoluções contra os regimes absolutistas ocorridos na Inglaterra e França durante os séculos XVII e XVIII.
    Defende:
    ·         a liberdade individual,
    ·         a democracia representativa e divisão dos três poderes,
    ·         direto a propriedade privada
    ·         livre iniciativa e concorrência

                    O liberalismo, contrapõe o Estado absolutista, defendendo a criação de um estado com autonomia limitada, com base na democracia representativa - forma de exercício do poder político em que o povo de um país elege os seus representantes, através do voto nas eleições. Os candidatos eleitos são legitimados como representantes do povo - e divisão dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.
                    Cada um desses poderes, são distintos e interdependentes, de forma que eles estejam submissos as leis que garantem os direitos fundamentais do ser humano.

    Liberalismo econômico

                    Ele defende a não intervenção do Estado na economia. O papel do governo é garantir a livre concorrência entre as empresas e defender o direito à propriedade privada.
                    A economia é igual a natureza física, possui uma ordem natural e imutável. E cabe ao individuo descobri-la e atuar de conformidade com os mecanismos dessa ordem.

    A mão invisível

                    Adam Smith, o mais influente pensador do liberalismo econômico defende o que na economia, chamou de “mão invisível” a atitude dos indivíduos que, mesmo agindo de forma egoísta tendem a cooperar mutuamente para um bem comum. Para provar isso ele utiliza o que hoje chamamos de teoria da oferta e da procura.