quarta-feira, 1 de junho de 2016

Descartes



O Método Cartesiano


                René Descartes (1596 – 1650) foi considerado o pai da filosofia moderna por considerar as pessoas como seres racionais. Dedicou sua vida a construir conjunto de regras a prova de erros, para isso criou um método dividido em quatro etapas:

Evidencia
                O homem é carregado por conceitos de três naturezas: Sentimentos, fenômenos naturais e pensamentos.  Todas estas informações devem ser passadas pelo funil da duvida e somente as ideias indubitáveis (que mostram evidencia própria), poderão ser consideradas, já aquelas que possuem aparência, mas estão sujeitas a duvidas são descartas.

Divisão
Cabe selecionar as ideias indubitáveis e dividi-las em quantas partes foram necessárias, analisando cada uma separadamente.

Ordem
Ordenar as ideias partindo dos temas mais simples até os mais complexos.

Enumeração
Enumerar a lista de temas e revisa-los minunciosamente.




                 O Argumento do sonho
         Descartes coloca em prova o conceito usual de realidade, utilizando o sonho como argumento. Na maioria das vezes enquanto sonhamos só sabemos que realmente era um sonho quando acordamos. Então o que garante que não estamos sonhando? E se os nossos sentidos estão nos enganando?
                O Argumento do sonho serve pra conduzir o pensamento a duvidar de nossos sentidos e aquilo que temos por realidade.

Penso Logo existo
                Ao aplicar seu método, ele percebe que todas as teorias científicas acabavam por ser refutadas e substituídas por outras. Descartes passou a duvidar de tudo que o rodeava inclusive de sua própria existência.
                Descartes percebeu que ao duvidar de todas as coisas ele fazia algo que era indubitável, pensar. Ele chega à conclusão que ao duvidar ele pensava e era impossível duvidar do próprio pensamento, pelo fato de ser este o próprio exercício da duvida.  E assim conclui a sua primeira verdade, que é a sua existência como ser pensante, “Penso logo existo”.

Os três tipos de ideias

                Descartes nega a existência de qualquer coisa que esteja fora do pensamento, pois para ele só podemos pensar em coisas que remetem a realidade e para sustentar isto ele divide o pensamento em três tipos de ideias:
·         Inatas: São ideias próprias dos indivíduos, das quais não precisamos da experiência dos sentidos. Estas ideias para Descartes são sempre verdadeiras e não possuem relações de experiências externas.
·         Adventícias: São formadas por fatores externos aos indivíduos, relacionado com suas experiências ao longo da vida. Para Descartes essas ideias são no geral falsas e enganosas. Não possuem uma relação direta ao pensamento do individuo, são mediatas, ou seja, possuem relação direta aos sentidos*
·         Imaginativas: As ideias imaginativas, ao contrário do que se pensa, não são totalmente criadas pelo pensamento, e sim formadas por partes daquilo que é real. Um cavalo alado, um fantasma, duende, fada ou qualquer outra criatura imaginária só podem ser construídas no pensamento com partes daquilo que é real.

        A existência de Deus

                Para Descartes só podemos imaginar coisas que nos remetem ao real. Por isso provar a existência de Deus é a única forma de garantir a existência fora do pensamento. O primeiro fator que garante a existência de Deus são as ideias inatas, que por principio nos dão a ideia do infinito e da perfeição, ou seja, se conseguimos pensar em algo infinito e perfeito este de alguma forma existe.

terça-feira, 10 de maio de 2016

O que é Liberalismo?

Liberalismo é a doutrina que serviu como base nas revoluções contra os regimes absolutistas ocorridos na Inglaterra e França durante os séculos 17 e 18.
Assim como o liberalismo social e econômico, o liberalismo político baseia-se na liberdade individual 
Contrapõem ao Estado absolutista, defendendo a criação de um Estado com autonomia limitada, com base na democracia representativa e divisão dos três poderes:
Executivo, legislativo e judiciário. 
Cada um destes poderes são distintos e interdependentes.
De forma que eles estejam submissos as leis que garantem os direitos fundamentais do homem.
O Liberalismo econômico defende a não intervenção do Estado na economia.O Papel do Estado é apenas garantir a livre concorrência entre as empresas, e defender o direito à propriedade privada.
Adam Smith, o mais influente pensador do liberalismo econômico defende, o que ele chama de “mão invisível”, que na economia os indivíduos mesmo agindo de forma egoísta tendem a cooperar mutuamente para um bem comum. Para provar isso ele utiliza o que hoje chamamos de teoria da oferta e da procura.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Maquiavel

As 4 chaves para entender o pensamento de Maquiavel

                Maquiavel nasceu no dia 3 de Maio de 1469, em Florença na Itália. Ele foi um dos principais intelectuais da época e o seu pensamento político tem sido influência e referência em todo o mundo.
               
Principais obras:

A Arte da Guerra

O Príncipe

Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio


Período histórico
            Maquiavel viveu no período renascentista, época da qual a influência do pensamento greco-romano tomava conta não só da arte, mas também na forma em que os pensadores viam as questões políticas e filosóficas, buscavam a aproximação com a realidade, principalmente por meio da razão[1].
Chaves do pensamento
                A obra “O Príncipe” foi sem dúvida, responsável por uma nova perspectiva do entendimento político da atualidade. Para entendermos o pensamento de Maquiavel precisamos entender alguns termos que ele utilizava: Verittà effettuale – A Verdade efetiva, Natureza Humana, A Republica, Virtù e Fortuna.

Verittà effettuale – A Verdade efetiva
            A verdade efetiva é uma regra metodológica que contrapõe o modelo idealista[2] encontrados principalmente nas obras de Platão, Aristóteles e São Tomas de Aquino. Maquiavel se prendia em tratar as questões sobre o Estado e a política levando em consideração problemas reais, ou seja, se apega à realidade concreta das coisas, e não tentava construir um Estado ideal como na obra “A Republica” (Platão).

Natureza Humana
            Maquiavel afirmava que basta estudar a história, para perceber traços imutáveis na natureza humana, que é maléfica na essência, e impossível, segundo o autor, domesticá-la devido uma ocorrência cíclica de ordem e desordem que podemos encontrar nos acontecimentos históricos da humanidade.
            O autor define no capitulo XVII de “O príncipe” cinco características comuns e imutáveis nos homens, as quais são: “Ingratos, volúveis, simuladores, covardes ante os perigos e ávidos de lucro”.

A Republica e Principado
            Levando em consideração a imutável natureza má do homem, Maquiavel se dedicava em compreender duas forças em conflito na sociedade: uma não quer ser dominada ou oprimida, e a outra busca dominar e oprimir [3]. Estas forças precisam de uma mediação que forneça um equilíbrio entre elas, para evitar que se instale uma anarquia[4] decorrente da própria natureza humana, a mediação pode ser representada de duas formas: o Principado ou a Republica.
            Quanto à escolha de qual modo de governo, Maquiavel afirmava que não é uma questão de escolha, mas de necessidade. O principado é tipo de governo forte, que se faz necessário diante de uma nação ameaçada de deterioração, com a finalidade transitória de colocar os termos do Estado e o equilíbrio das forças sociais, uma vez acontecendo isso a nação esta preparada para implantação de uma Republica.

Fortuna e Virtù
                Os dois termos são fundamentais para entender o pensamento de Maquiavel. A fortuna é o nome de uma deusa romana da qual os homens para conquista-la e usufruir de seus benefícios deveriam possuir virilidade e coragem em outras palavras virtù, não é somente a força bruta, mas de um conjunto de força e sabedoria. Para ele o governante pode chegar ao poder pela força, mas para manter-se no poder é necessário ter virtù.
            Em resumo Maquiavel explicava que a fortuna diz respeito às circunstancias do tempo, da sorte e a ordem das coisas, atua de forma aleatória, enquanto a virtù é a capacidade que se deve ter de agir diante das adversidades de fortuna.




[1]A razão, segundo o filosofo René DESCARTES, é a capacidade de julgar e distinguir o verdadeiro do falso.
[2] Refere-se a teoria das ideias de Platão, qualidade do que é ideal, aquilo que se constrói no imaginário
[3] WEFORT, Francisco. Os Clássicos da Política. São Paulo: Ática, 2004
[4] Obs: Termo utilizado no sentido restrito de ausência de governo.